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	<title>INCTTOX &#124; Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Toxinas &#187; soro</title>
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	<description>Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Toxinas</description>
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		<title>SBPC: Assinada Moção sobre a distribuição de soros no Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 18:51:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>INCTTOX</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma  Moção solicitando que a distribuição de soros no Brasil seja efetiva para que todos os brasileiros tenham acesso a soroterapia, incluindo  ação junto à ANVISA para que libere rapidamente novas formulações, enderação ao Presidente da Republica e Ministro da Saúde, foi aprovada por unanimidade, e bastante aplaudida, na Assembléia Geral da SBPC, em 29 de Junho de 2010, com muitas assinaturas inclusive dos conselheiros, vice presidentes e presidente da SBPC, secretários regionais da sociedade e demais autoridades presentes na 62.a Reunião Anual da SBPC.﻿
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma  Moção solicitando que a distribuição de soros no Brasil seja efetiva para que todos os brasileiros tenham acesso a soroterapia, incluindo  ação junto à ANVISA para que libere rapidamente novas formulações, enderação ao Presidente da Republica e Ministro da Saúde, foi aprovada por unanimidade, e bastante aplaudida, na Assembléia Geral da SBPC, em 29 de Junho de 2010, com muitas assinaturas inclusive dos conselheiros, vice presidentes e presidente da SBPC, secretários regionais da sociedade e demais autoridades presentes na 62.a Reunião Anual da SBPC.﻿</p>
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		<title>Mais soro contra aranhas</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 19:59:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado em 25 de fevereiro de 2010 na Agência FAPESP
Por Alex Sander Alcântara
A aranha-marrom (gênero Loxosceles) é pequena (cerca de 1 centímetro de comprimento) e pouco agressiva. Suas picadas ocorrem geralmente como forma de defesa, quando entram inadvertidamente em roupas ou calçados, por exemplo. Apesar disso, está longe de ser inofensiva.
No ato da picada, na maioria das vezes não há dor. Mas depois de cerca de 12 horas ocorre um inchaço na região afetada e febre. Com o avanço, e sem tratamento, o veneno pode ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicado em 25 de fevereiro de 2010 na Agência FAPESP<br />
Por Alex Sander Alcântara</em></p>
<p>A aranha-marrom (gênero Loxosceles) é pequena (cerca de 1 centímetro de comprimento) e pouco agressiva. Suas picadas ocorrem geralmente como forma de defesa, quando entram inadvertidamente em roupas ou calçados, por exemplo. Apesar disso, está longe de ser inofensiva.</p>
<p>No ato da picada, na maioria das vezes não há dor. Mas depois de cerca de 12 horas ocorre um inchaço na região afetada e febre. Com o avanço, e sem tratamento, o veneno pode causar necrose do tecido atingido, falência renal e até mesmo morte.</p>
<p>De acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação&#8221; (Sinan) do Ministério da Saúde, em 2009 foram registrados 85.718 casos de acidentes com animais peçonhentos no Brasil, dos quais 17.474 com aranhas. Dos acidentes com aranhas, os casos envolvendo espécies de aranha-marrom responderam por um terço (5.728) do total.</p>
<p>O Butantan produz um soro para picadas de aranha-marrom, mas há considerável dificuldade para se obter o veneno usado na produção.</p>
<p>&#8220;Como as aranhas são pequenas, o que se consegue de veneno é pouco. São necessárias centenas de exemplares para se produzir o soro&#8221;, disse Denise Vilarinho Tambourgi, diretora técnica do Laboratório de Imunoquímica do Instituto Butantan, à Agência FAPESP.</p>
<p>Pesquisadores do instituto acabam de dar um importante passo para tentar diminuir o problema, ao isolar o gene responsável pela fabricação da toxina esfingomielinase D, principal componente tóxico do veneno da aranha-marrom.</p>
<p>Estudos conduzidos desde 1997 no Butantan haviam conseguido avançar na decifração dos principais componentes do veneno e como ele atua no organismo infectado. Agora, a equipe do Laboratório de Imunoquímica conseguiu inserir um gene da aranha em Escherichia coli, desenvolvendo um processo para a produção, em larga escala, da esfingomielinase D, por meio da bactéria ? e não da própria aranha. A novidade poderá facilitar a produção do soro antiloxoscélico, empregado contra o veneno de aranha-marrom.</p>
<p>&#8220;Vários resultados mostram que o veneno da aranha-marrom tem um componente central, a esfingomileinase D, responsável pelos principais sintomas clínicos. Com base nisso, conseguimos isolar e introduzir o gene que codifica para essa toxina em bactéria. Para outros venenos, tal processo talvez não seja aplicável, uma vez que os venenos animais são, em geral, misturas complexas contendo várias toxinas, responsáveis pelos sintomas clínicos apresentados nos diferentes envenenamentos&#8221;, disse Denise, que atualmente também desenvolve o projeto &#8220;Erucismo decorrente do contato com lagartas de Premolis semirufa (Lepidotera, Arctiidae)&#8221;, que tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa Regular.</p>
<p>Os soros utilizados atualmente neutralizam as toxinas em circulação no organismo humano, mas não são muito eficazes para tratar lesões na pele ? o veneno da aranha-marrom causa, na maioria dos casos, lesão local. Essa lesão é de difícil resolução e pode levar meses para cicatrizar. Em alguns casos, os pacientes chegam a precisar de implantes, apontou.</p>
<p>Como a picada da aranha-marrom é indolor e a reação local não se manifesta imediatamente, as vítimas só procuram ajuda quando a lesão na pele está instalada. ?A necrose dos tecidos não é mais uma consequência do veneno, mas de uma cascata de reações do próprio organismo, acionadas pelas esfingomielinases D?, explicou Denise.</p>
<p>Fora a lesão local, há também a possibilidade de o paciente desenvolver um quadro sistêmico, que acomete um número menor de pacientes, mas que quando ocorre pode ser extremamente grave, levando inclusive à morte.</p>
<p>&#8220;O indivíduo pode ter hemólise intravascular e, em casos muito graves, isso pode causar danos renais e, em última instância, o óbito. Mas os quadros variam de acordo com a espécie e idade de aranha, local da picada ou se foi macho ou fêmea. Há ainda as características da vítima, como características genéticas e nutricionais ou idade. Tudo isso influencia&#8221;, disse.</p>
<p>As três espécies de aranhas-marrons (L. gaucho, L. intermedia, L.laeta) estão bem adaptadas ao cenário intradomiciliar. A L. gaucho é mais comum em São Paulo, enquanto as outras duas ocorrem mais no Sul do país, no Paraná e em Santa Catarina, respectivamente. O soro produzido utilizando as esfingomielinases D obtidas por meio da E.coli é eficaz contra o veneno das três espécies.</p>
<p><strong>Testes em humanos</strong></p>
<p>Após isolar o gene responsável pela produção da toxina esfingomielinase D, os pesquisadores do Butantan inseriram anéis de DNA (plasmídeos) com o gene da aranha em bactérias Escherichia coli, que começaram a produzir a toxina.</p>
<p>A esfingomielinase D foi inicialmente administrada em camundongos e coelhos, para a produção de anticorpos que serviriam como matéria-prima do soro. Em seguida, os testes foram feitos em cavalos.</p>
<p>&#8220;Isolamos os anticorpos produzidos pelo animal para a produção do soro. Em seguida, comparamos esse soro experimental com o que se utiliza na terapêutica humana e vimos que tal soro era capaz de neutralizar o veneno total&#8221;, disse Denise.</p>
<p>No novo processo as bactérias substituem as aranhas para a obtenção das toxinas. Os pesquisadores clonaram, na E. coli, os genes responsáveis pela toxina de duas das espécies de aranha-marrom: a L.intermedia, comum no Paraná, onde ocorre a maior parte dos acidentes no país, e a L. laeta, mais venenosa e presente em vários países latino-americanos.</p>
<p>A próxima etapa da pesquisa é o teste do soro em humanos. Para isso, será necessário produzir três lotes consecutivos de soro antiloxoscélico. Para a última fase, o ensaio clínico, precisaremos da autorização da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. &#8220;Nossa expectativa é que até o fim do ano esses três lotes de soro estejam prontos&#8221;, disse.</p>
<p>Um dos estudos relacionados à aranha-marrom e realizado no âmbito do projeto coordenado por Denise é o de Daniel Manzoni de Almeida, intitulado ?Análise do potencial neutralizante de um novo soro antiloxoscélico produzido contra esfingomielinases recombinantes dos venenos de aranhas Loxosceles e que teve apoio da FAPESP na modalidade Bolsa de Mestrado.</p>
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		<title>Bactéria com gene de aranha produz veneno no Butantã</title>
		<link>http://www.incttox.com.br/noticias/bacteria-com-gene-de-aranha-produz-veneno-no-butanta/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 19:47:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado em 2 de fevereiro de 2010 no Estado de São Paulo
Por Alexandre Gonçalves
Toxina será usada para fabricar soro contra 3 espécies que causam a maior parte dos acidentes no Brasil
Uma bactéria que fabrica a principal toxina da aranha-marrom vai facilitar a produção de soro antiveneno no Instituto Butantã. Pesquisadores do Laboratório de Imunoquímica conseguiram inserir um gene do animal peçonhento na bactéria Escherichia coli. Os microrganismos tornaram-se pequenos fornecedores da principal enzima (esfingomielinase-D) responsável pelos danos da picada.
Por enquanto, o veneno, utilizado para a ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicado em 2 de fevereiro de 2010 no Estado de São Paulo<br />
Por Alexandre Gonçalves</em></p>
<p><em>Toxina será usada para fabricar soro contra 3 espécies que causam a maior parte dos acidentes no Brasil</em></p>
<p>Uma bactéria que fabrica a principal toxina da aranha-marrom vai facilitar a produção de soro antiveneno no Instituto Butantã. Pesquisadores do Laboratório de Imunoquímica conseguiram inserir um gene do animal peçonhento na bactéria Escherichia coli. Os microrganismos tornaram-se pequenos fornecedores da principal enzima (esfingomielinase-D) responsável pelos danos da picada.</p>
<p>Por enquanto, o veneno, utilizado para a produção do soro, é obtido de modo artesanal: as aranhas recebem pequenos choques que forçam a liberação de quantidades ínfimas da toxina. Cada animal expele, no máximo, 30 microgramas de veneno &#8211; uma gota de água, por exemplo, tem massa dez mil vezes maior. Para produzir o soro, é preciso usar centenas de aranhas.</p>
<p>Com a nova técnica, as bactérias substituiriam as aranhas e poupariam trabalho dos cientistas. Ficaria garantido um suprimento estável de esfingomielinase-D para a produção do soro. &#8220;Nossa intenção era prescindir das aranhas para a obtenção da toxina&#8221;, explica Denise Tambourgi, diretora do Laboratório de Imunoquímica, que há 15 anos investiga o veneno da aranha-marrom. Atualmente, o Butantã produz soro antiaracnídico que trata, ao mesmo tempo, picadas de escorpião, aranha-marrom e armadeira &#8211; outra espécie de aranha comum no País.</p>
<p>&#8220;A ideia é produzir soros específicos para cada um dos animais&#8221;, aponta o diretor do Serviço de Imunologia do Butantã, José Roberto Marcelino. Atualmente, já está disponível o soro contra veneno de escorpião.</p>
<p>O soro para envenenamento causado por aranha-marrom &#8211; conhecido como antiloxoscélico &#8211; é o próximo da lista.</p>
<p>&#8220;Pretendemos produzir três lotes consecutivos (de soro antiloxoscélico) ainda este ano&#8221;, aponta Marcelino. As doses serão usadas nos testes clínicos prévios ao pedido de aprovação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).</p>
<p>O soro vai neutralizar o veneno de três espécies de aranhas-marrons: Loxosceles gaucho &#8211; principal responsável pelos acidentes em São Paulo -, L. intermedia &#8211; comum no Paraná, onde ocorre a maior parte dos acidentes no Brasil &#8211; e L. laeta &#8211; mais venenosa, presente em Santa Catarina e em vários países latino-americanos. Por enquanto, apenas o veneno de L. intermedia e L. laeta será produzido com as bactérias.</p>
<p><strong>VENENO TOTAL</strong></p>
<p>O soro antiloxoscélico utilizado no País é fabricado pelo Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI), ligado à Secretaria de Saúde do Paraná. Produzido com veneno extraído de aranhas, o soro também neutraliza toxinas das três espécies responsáveis pela maior parte dos acidentes no País e na América Latina.</p>
<p>A farmacêutica Isolete Pauli, responsável pela produção de soros antiveneno no CPPI, considera muito oportuna a pesquisa do Instituto Butantã.</p>
<p>Mas aponta que será necessário comprovar que o produto fabricado com bactéria transgênica neutraliza o &#8220;veneno total&#8221; &#8211; ou seja, todas as toxinas inoculadas pela aranha-marrom, e não só a esfingomielinase-D.</p>
<p>&#8220;Sem dúvida, esta enzima é uma peça-chave do veneno&#8221;, aponta Isolete. &#8220;Mas todas as toxinas atuam de forma inérgica para causar os danos do envenenamento.&#8221;</p>
<p>Denise Tambourgi, do Butantã, afirma que testes com animais em laboratório demonstraram que a neutralização da esfingomielinase-D é suficiente para impedir a ação das demais toxinas.</p>
<p><strong>NÚMEROS</strong></p>
<p>No ano passado, houve 17.474 acidentes com aranhas, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. A aranha-marrom teria contribuído com um terço dos envenenamentos.</p>
<p>A médica Marlene Entres explica que a picada da aranha-marrom não costuma doer. Só depois de algumas horas o envenenamento evolui para sintomas que podem variar de necrose no local à presença de hemoglobina na urina, devido à ação das toxinas sobre o sangue.</p>
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