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	<title>INCTTOX &#124; Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Toxinas &#187; escorpião</title>
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	<description>Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Toxinas</description>
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		<title>Alunos desenvolvem equipamento para extração de veneno de aranhas e escorpiões</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 14:44:35 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Antídoto]]></category>
		<category><![CDATA[Eletroestimulação]]></category>
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Por Thiago Pacheco
Uso do aparelho de eletroestimulação diminui traumas nos animais e permite o aumento da obtenção do fluido para produção do antídoto e para outras pesquisas.
Aranhas e escorpiões podem sofrer com estresse – principalmente aqueles animais utilizados na extração do veneno para pesquisas e criação do soro. O Instituto Butantan, por exemplo, usava um aparelho de eletroestimulação para provocar reações involuntárias nas glândulas que resultam na liberação do ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Publicado em <strong>PUC em Notícias</strong> &#8211; Ano 1 Número 16 &#8211; 2ª quinzena &#8211; março &#8211; 2010</em><em><br />
Por Thiago Pacheco</em></p>
<p><em>Uso do aparelho de eletroestimulação diminui traumas nos animais e permite o aumento da obtenção do fluido para produção do antídoto e para outras pesquisas.</em></p>
<p>Aranhas e escorpiões podem sofrer com estresse – principalmente aqueles animais utilizados na extração do veneno para pesquisas e criação do soro. O Instituto Butantan, por exemplo, usava um aparelho de eletroestimulação para provocar reações involuntárias nas glândulas que resultam na liberação do fluido. Esse aparelho, porém, sem os necessários ajustes de tensão e corrente, poderia causar traumas nos animais (desde queimaduras até danos à glândula produtora do veneno) e assim reduzia o número de extrações do material.</p>
<p>Mas note: o Instituto Butantã usava esse equipamento. Isso porque uma equipe de alunos do curso de Engenharia Elétrica da PUC-SP desenvolveu, em seu trabalho de conclusão, um aparelho portátil e microcontrolado, capaz de limitar a intensidade de corrente elétrica que atravessará a estrutura do animal, a partir de suas características físicas.</p>
<p>“Neste novo aparelho, as faixas de tensões, tempo de exposição e freqüência com que a estimulação é aplicada nas cobaias são parâmetros ajustáveis, que permitem que a inércia natural, existente nas glândulas produtoras do veneno, seja respeitada”, explica o professor Aparecido Nicolett, que orientou o desenvolvimento do projeto. “Desta forma, o equipamento promove um estímulo elétrico, e não somente um choque brutal que ocasiona lesões aos animais”, completa. Deixar de estressar os animais é importante porque o grau de eficiência em extrair o veneno é de grande importância na fabricação do soro, diz o professor: “Algumas espécies, como a aranha marrom, fornecem pouco veneno durante a extração, devido principalmente à sua pequena massa corpórea (de 1 a 2 cm de corpo). Manter as espécies peçonhentas vivas após a extração, para repetir o procedimento no futuro, torna o processo mais eficaz e diminui a necessidade de se obter novos animais”.</p>
<div id="attachment_400" class="wp-caption aligncenter" style="width: 533px"><a href="http://www.incttox.com.br/wp-content/uploads/2010/03/alunos-no-butanta.jpg"><img class="size-full wp-image-400 " title="alunos no butantan" src="http://www.incttox.com.br/wp-content/uploads/2010/03/alunos-no-butanta.jpg" alt="" width="523" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">Alunos promovem último teste do eletroestimulador no Instituto Butantan, na noite de 3 de março de 2010</p></div>
<p>PORTABILIDADE – Cinco alunos desenvolveram todo o projeto (circuitos, placas e programas de comunicação, entre outros dispositivos), ao longo de 2009, dentro da disciplina de TCC do curso de Engenharia Elétrica: Artur Augusto Martins, Gisele Braga Gonçalves Alves, Rafael Monteiro, Ricardo Souza Figueredo e Sidnei Pereira. Além do orientador Nicolett, o trabalho contou com a colaboração de outros professores: Lourenço Matakas Jr. (atual coordenador de Engenharia Elétrica), Rosana Nunes (coordenadora do curso de Física Médica), Valquíria Abrão Coronado Dorce e Denise Maria Cândido (ambas do Instituto Butantan). A pesquisa foi realizada com auxílio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).</p>
<p>Segundo Nicolett, o eletroestimulador foi desenvolvido para solucionar as dificuldades que os pesquisadores do Instituto Butantan tinham na extração do veneno dos animais, principalmente porque o antigo equipamento não estava funcionando adequadamente. Mas o novo aparelho também possui outra melhoria em relação ao anterior: é portátil, o que permite sua utilização no habitat dos animais (sem a necessidade de recolher os animais para os laboratórios).</p>
<p>Por isso, o eletroestimulador está inserido no projeto “Butantan na Amazônia”, que teve inicio em 2008 e deve ser concluído em 2011. Trata-se da implantação de uma base avançada na Amazônia, no estado do Pará (“em uma das regiões com maior incidência de acidentes com animais peçonhentos”, diz o professor), para o desenvolvimento de pesquisas em diversas áreas – de forma a aumentar o conhecimento sobre a biodiversidade amazônica, trabalhar conceitos de educação ambiental e saúde, e compartilhar esse conhecimento com as comunidades científicas estabelecidas na região e a comunidade local.</p>
<div id="attachment_403" class="wp-caption aligncenter" style="width: 709px"><a href="http://www.incttox.com.br/wp-content/uploads/2010/03/escorpiao-puc.jpg"><img class="size-full wp-image-403 " title="escorpiao puc" src="http://www.incttox.com.br/wp-content/uploads/2010/03/escorpiao-puc.jpg" alt="" width="699" height="382" /></a><p class="wp-caption-text">Extração de veneno de escorpião com o equipamento produzido pelos estudantes da PUC-SP: menos trauma, mais antídoto</p></div>
<p>OUTRAS PESQUISAS – Processado, o fluido se torna antídoto para as picadas dos animais. O material também é utilizado em outros estudos – que buscam descobrir efeitos dos venenos nos agentes de coagulação sanguínea, em testes com a pressão arterial, em indução de hemorragias e de inflamação em tecidos, em danos causados nos tecidos musculares e na transmissão de estímulos elétricos no sistema nervoso. “A Engenharia Genética permite separar as toxinas dos venenos e as reproduz em laboratório para o desenvolvimento de novos agentes terapêuticos como anticoagulantes, anti-hipertensivos, analgésicos, antitumorais, anti-angiogênicos”, enumera Nicolett.</p>
<p>O docente revela que um outro estimulador será desenvolvido no curso de Engenharia Elétrica, com o objetivo de analisar a toxicidade do veneno do escorpião Tityus paraensis, típico da região amazônica. Ele diz que este projeto deverá contar com um ou dois alunos da graduação.</p>
<p>Para o professor Lourenço Matakas, coordenador do curso de Engenharia Elétrica, projetos como esse são “muito motivantes” porque permitem que alunos e professores saiam de uma situação de simulação da realidade, na sala de aula, e partam para projetos reais – que exigem o trabalho em equipes multidisciplinares e a capacidade de gerenciar conflitos, tempo e orçamento, além de deixarem claros os limites do conhecimento, obrigando a aprender mais.</p>
<p>“Nosso curso é baseado em projetos multidisciplinares, realizados desde o 1ºano, culminando com o projeto de formatura”, explica. “Incentivamos também projetos de iniciação científica e projetos de pesquisa e desenvolvimento, possibilitando assim que o aluno integre o conhecimento das várias disciplinas de um dado período, e dos vários anos”, complementa.</p>
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